sábado, 28 de fevereiro de 2015

COMO LIDAR COM O PALAVRÃO

COMO LIDAR COM O PALAVRÃO
Resultado de imagem para PALAVRÃO DE CRIANÇA

Por que uma criança começa a falar palavrão?

As crianças são curiosas por natureza e muitas vezes acabam surpreendendo os pais com uma nova habilidade vocal: falar palavrão. Tem criança que fala a primeira palavra feia por pura imitação. Seu filho pode ter ouvido você xingar alguém no trânsito, por exemplo, e agora ele não para de repetir o palavrão toda vez que entra no carro. 

A melhor maneira de lidar com a situação é ignorar o palavrão e esperar que ele perca o interesse no novo vocabulário. Quanto mais você responder, reprovar ou se exaltar diante da palavra feia, mais chance terá de ela continuar a ser usada.

Seu filho também pode ter aprendido o palavrão com os coleguinhas da escola ou da creche. Um amiguinho pode ter achado a palavra em questão engraçada e ter sido o responsável pela expansão do vocabulário do seu filho. Também é possível que seu filho tenha assistido algum programa ou filme na televisão impróprio para crianças.

O que fazer para ele não falar mais palavrão?

  • Não demonstre suas emoções

  • A primeira vez que seu filho disser um nome feio, controle seu impulso de rir -- suas risadas serão interpretadas como incentivo e só o motivarão a falar o palavrão de novo. Na grande maioria dos casos, seu pequeno está simplesmente fazendo uma experiência para ver no que dá. Para uma criança pequena, fazer um adulto reagir -- dando gargalhada, ficando zangado ou chateado -- é como ter um maravilhoso superpoder. 
  • Por isso, mesmo que você ache graça de uma nova combinação de palavras inventada pelo seu filho ("cabeça de cocô", por exemplo), o melhor mesmo é não demonstrar nada. Lembre-se de que a melhor maneira de reagir quando seu filho começar a fazer experiência com palavrão é simplesmente não reagir.

  • Imponha limites

  • Se sua criança de 2 anos adquiriu mesmo fascinação por uma palavra feia, você terá que estabelecer limites. O mais importante é fazer isso com a maior calma possível -- sem ficar agitada ou zangada --, do contrário, sua irritação só servirá para lembrar seu filho que dizer palavrão é uma ótima maneira de chamar instantaneamente sua atenção.
  • Se a palavra for inventada (tipo "cara-de-xixi"), diga que essa palavra não existe e que você não entende o que ele está dizendo porque não faz sentido. Se a palavra for um palavrão de verdade, você não precisa explicar o que significa ou por que é inaceitável. Simplesmente deixe bem claro, em um tom de voz neutro e desinteressado, que essa palavra não deve ser usada. "Essa não é uma palavra que você pode usar nesta casa ou perto de outras pessoas". ("Isso não se fala" é vago ou abstrato demais para uma criança pequena.)

  • Ensine alternativas "limpas" e divertidas
  • Se seu filho está apenas experimentando uma nova palavra, repetindo ou cantarolando-a só para se divertir, é bem provável que você consiga substitui-la por outra palavra nova e mais divertida ("abracadabra" ou "sha-zam"), uma frase ou um versinho ("batatinha quando nasce, se esparrama pelo chão..."). Caso o problema seja falta de palavras para expressar raiva ou frustração intensa, você pode incentivá-lo a dizer em voz alta: "estou bravo", ou "estou frustrado" (a palavra "frustrado" pode ser difícil, mas as crianças aprendem seu significado rapidamente). Alguns pais criam suas próprias expressões para lidar com emoções mais complicadas (tipo, "que cocada!", ou "ai, meus sais!").
  • Se seu filho não desistir do nome feio, mesmo após algumas advertências, é hora de recorrer a alguma forma de disciplina. Fique tranquila, e reaja rapidamente e de forma consistente: "Quando você diz essa palavra, você ganha um castigo". Nesta idade, o castigo deve ser curto e simples, como ter que sentar sozinho por dois ou três minutos, e pode ser dado em qualquer lugar: no banco de trás do carro, em uma cadeira isolada no shopping, ou no quarto da casa da vovó.

  • Não permita que a criança consiga o que quer dizendo palavrão
  • Quando seu filho diz um nome feio para conseguir alguma coisa, aí é que você não pode dar. De nada serve dizer, "essa palavra é nome feio e você não pode dizer", e dar o sorvete de qualquer jeito.

  • Cuidado com o que você diz
  • É claro que as regras de comportamento são diferentes para adultos e crianças, mas se seu filho escuta palavrões diariamente, vai ser muito mais difícil convencê-lo de que certas palavras são inaceitáveis. E ele também vai querer saber por que é que ele precisa obedecer a regra e você não. Pense no seu pequenino como uma esponja que absorve tudo o que vê e escuta, e que adora compartilhar com os outros tudo aquilo que ele aprende, de bom e de ruim.


http://brasil.babycenter.com/a25007789/como-lidar-com-crian%C3%A7as-falando-palavr%C3%B5es-e-desaforos#ixzz3T52RYfus


http://brasil.babycenter.com/a25007789/como-lidar-com-crian%C3%A7as-falando-palavr%C3%B5es-e-desaforos

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Desenvolvimento da Linguagem de Crianças em 0 e 2 Anos

Desenvolvimento da Linguagem de Crianças em 0 e 2 Anos

A linguagem é um produto do processo de socialização, pois a criança primeiro cria sua própria linguagem e depois a língua materna na interação com seu ambiente social. Sendo assim, quando a criança aprende linguagem, ela está adquirindo noção da realidade interna e externa, aprendendo várias coisas através da linguagem.
A construção desta linguagem se dá pela troca de significados em contextos interpessoais, permitindo os falantes preverem aspectos essenciais e compreender um ao outro.
O desenvolvimento da linguagem verbal não se dá de forma isolada, vai acontecendo juntamente com outras transformações no comportamento da criança pequena que estão relacionadas com sua forma de interagir e compreender o mundo.
Desta maneira, o desenvolvimento normal da criança depende de algumas habilidades importantes como: percepção visual e auditiva, cognição, locomoção, preensão e alimentação.
No primeiro ano de vida a criança desenvolve a comunicação e a linguagem, atenção compartilhada e contato social, cooperação em crescimento, dá início às sinalizações vocais para regulação de comportamento, interação e obtenção de atenção e compreende palavras rotineiras.
No segundo ano de vida, há um aumento na persistência e intenção das sinalizações verbais, inicia aquisição do simbolismo a respeito do contexto e de suas ações e maior antecipação.
Ao analisar o desenvolvimento da criança é preciso considerar os aspectos intrínsecos e orgânicos, as interações e os fatores ambientais: físico, emocional e sociocultural que a criança está inserida.
Para a criança aprender a falar ela interage com a sociedade. Inicialmente emitindo uma palavra, sendo capaz de responder às iniciativas dos outros através do olhar, do sorriso, vocalizações e conforme ela cresce, pode-se envolver em jogos sociais, fazer pedidos, responder questões e iniciar as interações independentemente.
Porém a interação afetiva não envolve somente as questões linguísticas, mas também as de conduta, convenções conversacionais entre os interlocutores, que envolvem as expectativas do falante e do ouvinte, respeito de turno e tópicos de interesse.
O desenvolvimento da linguagem no tempo certo está diretamente ligado à estimulação que o ambiente trouxe. Para isso, as crianças não devem ficar sozinhas ou presas em berços, pois por falta de atenção ou pouca estimulação a criança pode ter um atraso na aquisição de linguagem. Por outro lado, a criança pode ser superprotegida convivendo com pessoas que falam por ela, impedindo-a de praticar a linguagem.
Crianças com privação linguística seja por falta de estímulo ou por superproteção são normais no aspecto afetivo, intelectual, neurológico e auditivo, e falam em menos quantidade e qualidade, causando imaturidade.
Por isso, é importante que haja estimulação, que os pais ou cuidadores tenham um tempo com a criança para brincar, mostrar objetos e figuras, fazer jogos, ou seja, exercitar a linguagem, pois é assim que haverá o aprendizado e o desenvolvimento do que está inato na criança.
A criança pequena não tem condições de centralizar sua atenção de forma involuntária, portanto a atenção é comandada por estímulos do meio. Com o passar do tempo, mais especificamente através do processo de aquisição de linguagem, os adultos mostram para a criança o que é significativo e merece sua atenção.
Quando a fala da mãe direciona a atenção da criança, o outro afeta e direciona o psiquismo da criança, no caso a atenção, que precisa da intervenção do adulto para no futuro servir ao intelecto do indivíduo de forma mediada.
A aprendizagem e o desenvolvimento estão inter-relacionados desde os primeiros dias de vida da criança. O que é importante é que a aprendizagem direciona e impulsiona o desenvolvimento. A aprendizagem está associada ao lugar social que a criança ocupa, às expectativas que o adulto cria a seu respeito.

Por Tatiana Almeida
http://www.centropsicopedagogicoapoio.com.br/desenvolvimento-linguagem-criancas-0-2-anos/

O que é Dislalia?

O que é Dislalia?

Você entende o que é Dislalia?
Esse distúrbio na fala é o que encontramos no personagem da Turma da Mônica
      
Você conhece algum portador de Dislalia? Pode-se dizer que o mais famoso deles é o personagem de Maurício de Sousa, o Cebolinha, conhecido por trocar a letra “R” por “L”, além de roubar o coelhinho da Mônica. Esse é um caso clássico de Dislalia, um distúrbio de fala, caracterizado pela dificuldade em articular as palavras e pela má pronunciação, seja omitindo, acrescentando, trocando ou distorcendo os fonemas. Podemos citar alguns casos: a troca de “bola” por “póla”; de “porta” por “poita”; de “preto” por “peto”; de “tomei” por “omei”; de “barata” por “balata”; de “atlântico” por “atelântico”. Outro exemplo comum envolve a pronuncia do “K” e do “G”: “ato” ao invés de “gato”; “ma a o” no lugar de “macaco”. As trocas mais comuns são:
- P por B;
- F por V;
- T por D;
- R por L;
- F por S;
- J por Z;
- X por S.

Até os quatro anos, o erro em pronunciar as palavras é considerado normal, mas, após essa idade, continuar falando mal pode acarretar sérios problemas, inclusive na escrita. Uma opção é fazer o trabalho preventivo à alfabetização, evitando dificuldades escolares. Possivelmente ocorra a estimulação do distúrbio caso a criança use chupeta, mame mamadeira ou chupe dedo por tempo prolongado, causando flacidez muscular e postura indevida da língua.
Vale ressaltar algumas dicas para não ajudar a desenvolver esse distúrbio. Em muitos casos, os tios, avós, pais, enfim, acham graça quando a criança fala de forma errada como “biito” (bonito), “tebisão” (televisão), “Tota-Tola” (Coca-cola)… Mas é importante não achar fofo e sempre corrigi-la. Falar certo diante da criança, para que ela cresça sabendo e se habituando ao correto. O professor deve articular bem a palavra, fazendo com que os fonemas estejam claros. Ao perceber em sala de aula que um determinado aluno não está pronunciando bem, deve procurar os pais e comunicá-los. E, como a fala é um ato motor elaborado, troque informações com os professores de educação física, que observam melhor o desenvolvimento psicomotor do aluno. O professor deve tomar muito cuidado na hora da correção, para o aluno não se sentir inferiorizado, por isso a necessidade e importância do fonoaudiólogo no tratamento.
Dislalia está subdividida em quatro tipos:
-      Evolutiva: considerada normal em crianças e corrigida gradativamente durante o desenvolvimento;
-      Funcional: quando ocorre a substituição ou eliminação das letras durante a fala e/ou distorção do som;
-      Audiógena: acontece em indivíduos com deficiência auditiva, pois não consegue imitar os sons.
-      Orgânica: ocorre em casos de lesão no encéfalo, o que impossibilita a pronuncia correta, ou quando há alteração na boca.
Cada caso exige um procedimento particular para o tratamento da dislalia, mas o trabalho do fonoaudiólogo sobre a falha e dificuldade é indiscutível.  A criança será trabalhada e estimulada para desenvolver algumas competências como a sensação e a capacidade de sentir os sons; percepção, ou seja, a aptidão para reconhecer o som; e a elaboração, que é a capacidade de reflexão sobre os sons percebidos. A partir daí, falamos da autoconfiança, bom relacionamento, crescimento pessoal… Acredite! A dislalia tem tratamento, e, para isso, uma equipe interdisciplinar de profissionais baseado em psicopedagogo, fonoaudiólogo, psicólogo entre outros, tem muita importância para o resultado positivo.
 http://www.centropsicopedagogicoapoio.com.br/o-que-e-dislalia/

Como agir com crianças hiperativas e desatentas na escola

Como agir com crianças hiperativas e desatentas na escola

Crianças Hiperativas
Como ajudar seu filho com comportamento hiperativo e/ou desatendo na escola
 O comportamento hiperativo de crianças e adolescentes tem se acentuado nos últimos anos. Famílias, escolas e consultórios dos profissionais da saúde mental frequentemente lidam com essa questão. As pesquisas apontam que para cada vinte alunos em uma turma escolar, pelo menos cinco apresentam esse comportamento. O problema se torna mais acentuado quando o comportamento hiperativo dos filhos atravessa os muros da escola. Queixas dos professores pelo mau comportamento dessas crianças que não param quietas no momento da explicação do conteúdo, idas e vindas à direção da escola  e em quase todos os casos, resultados insuficientes para acompanhar a média da sua turma, como preço final de seus esforços. A partir daí, além de ter que lidar com a hiperatividade dos filhos, as famílias precisam ajudá-los a recuperar as notas perdidas. O círculo vicioso está formado!
Contudo, queria destacar a diferença entre ser e estar hiperativa para evitar equívocos na hora de procurar um diagnóstico quando há suspeita de hiperatividade, por parte da escola ou da família. “Estar” hiperativa é diferente de “Ser” hiperativa! Estar indica que o processo é momentâneo, a criança pode estar vivendo uma fase mais agitada, por um motivo ou outro na sua vida. Ser, significa carregar o rótulo por toda a sua vida. E esse peso é com certeza muito pesado! O fato se agrava mais quando o indivíduo ainda compra a ideia de que seus desafios e fracassos se justificarão exclusivamente por causa dessa condição. É importante pontuarmos essa diferença. Toda criança apresenta um comportamento similar ao de hiperatividade até certa fase de seu desenvolvimento, principalmente nos anos que marcam sua descoberta do mundo. Explorar intensamente o território que se abre para elas no momento em que adquirem a habilidade de engatinhar, andar, correr, pular, falar e pensar, são processos considerados  dentro dos parâmetros normais, mesmo que um pouco mais intensos nesse percurso de seu desenvolvimento.
Como ajudar seu filho na escola
SER desatento é diferente de ESTAR desatendo. É preciso prestar atenção nisso para não receber diagnóstico de TDA/H errado !
Não somos todos iguais, não vivemos em uma sociedade padronizada. Nem precisaremos ir muito longe para reparar a criação de uma menina e de um menino. Aos meninos é “permitido”: correr, pular e se machucar. É “coisa” de homem! Se um garoto for tratado com um pouco mais de cuidado, logo somos tentados a pensar que irá ficar com modos de menina. Ao mesmo tempo, para as meninas o comando é: ser quietinha e recatada!  Afinal, ela é menina! E por ser menina “parece” merecer maiores cuidados!
Esses modelos de comportamento transmitidos por nossa cultura, que perpassa aos nossos filhos e netos, pode ser variáveis importantes a serem consideradas quando tentamos compreender o porquê dos índices de hiperatividade serem mais elevado no sexo masculino.
Muitos profissionais principalmente da área neuropsiquiátrica alimentam a ideia de que a cultura não influencia o diagnóstico para TDA/H – Transtorno do Déficit da Atenção Com ou Sem Hiperatividade. Contudo, esses argumentos são de hipóteses subjetivas. Não podemos afastar essa dúvida simplesmente porque não há como constatar essa negação.  Sabemos o  peso que a cultura tem sobre o comportamento humano, ignorá-la seria pouco prudente.
Vivemos em uma sociedade do imediatismo. Necessitamos ser rápidos, eficazes eficientes para potencializarmos nossas competências. As crianças veem esse modelo ser construído em casa através das múltiplas funções desempenhadas por seus pais. Tal modelo pode levá-la a responder a vários estímulos, tais como ver televisão ao mesmo tempo em que conversa com seus trinta amigos da turma escolar no Facebook para atualizar as fofocas da escola e ainda fazer seus exercícios escolares.
O fato de haver um mapeamento através da imagem diferenciada no cérebro de pessoas com transtorno de déficit de atenção no lóbulo frontal desses indivíduos, comprovada pelas neurociências, não pode ser prova suficiente para afirmarmos que achamos a causa do problema. Costumamos dizer que não adianta combater a febre, que é o sintoma, sem identificar e combater a causadora da infecção. Constatar apenas que a febre está presente é tarefa das neurociências, importantíssima para o processo, mas isso apenas não basta. No caso do déficit de atenção com ou sem hiperatividade (TDA/H), não há como saber se a causa da ativação do cérebro no lóbulo temporal frontal dos hiperativos é realmente  hereditária ,porque não há como verificar esse fato através de exames.  Disfunção dos neurotransmissores: Noradrenalina e Dopamina? Por mais avançada que esteja as ciências não há sequer um  exame  que possa comprovar  a origem dessas disfunções.A lógica pode ser clara, mas o que poucos sabem é que é pouco precisa!
Ritalina
Ritalina : a pílula que acalma a dor do desconforto e da angústia ?
Toda a abordagem neuropsiquiátrica está para uma percepção dimensional das causas do TDA/H. Precisamos abrir o leque e considerarmos outras variáveis na história de vida de uma criança ou adolescente antes de darmos um remedinho “mágico”, Ritalina (metilfenopropano) na maioria dos casos, pensando ser essa a solução do problema. As ocorrências que experimentamos diariamente no consultório do departamento psicopedagógico do Centro Apoio, nos apontam que a maioria das pessoas diagnosticadas com o TDA/H  abandona o tratamento por não suportar as contra-indicações que tais medicações ,cujo o principio ativo é o metilfenopropano, a Ritalina, causam em seus organismos. Alguns fazem opções por tomarem apenas na época de provas, outros nem voltam ao consultório do psiquiatra e abandonam o tratamento por conta própria, principalmente devido à depressão, a insônia e a falta de apetite que o medicamento provoca.
Defendo a ideia de que a identificação das causas que levam as pessoas a serem desatentas ou hiperativas deveria ser tarefa para uma equipe especializada de profissionais da educação e saúde e não apenas de um psiquiatra ou neurologista. Ou seja, um diagnóstico mais próximo do “preciso”, se é que existe, deve ser realizado por uma equipe interdisciplinar que incluem: professores psicopedagogos, psicólogos, psicanalistas, neurologistas e psiquiatras. Felizmente, no Centro Apoio, temos essa oportunidade trabalharmos com essa visão. Nunca indicamos apenas o neurologista e/ou psiquiatra. Explicaremos nas próximas linhas o motivo de tal indicação.
Relativizando poderemos pensar em outros fatores que possam ser levados em conta, na tentativa de justificar o comportamento hiperativo e desatento na vida de crianças e adolescentes, em específico àqueles que não conseguem sucesso em seu processo de aprendizagem.
                                                                                                   Por Bárbara Santos
Psicopedagoga Clínica e Institucional
http://www.centropsicopedagogicoapoio.com.br/hiperativas-desatentas-criancas/

Como saber se a criança é hiperativa?

Como saber se a criança é hiperativa ?


A hiperatividade está relacionada aos movimentos

     






















   Quem não tem ufilho, sobrinho, afilhado ou até mesmo vizinho que não para quieto? A hiperatividade na criança está relacionada à motricidade, aos movimentos. Ou seja, é a criança agitada, que não consegue parar quieta, como diz o ditado, com o bicho carpinteiro. Esses se machucam com mais frequência, sofrem mais acidentes por serem intempestivas, não tem paciência, interrompem e se intrometem nas conversas.
     É a partir do momento em que ela vai à escola que o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade fica mais evidente. A criança não consegue acompanhar a turma, tem dificuldade de prestar atenção no professor, em realizar as tarefas. Muitos não são bem quistos pelos colegas de turma e tem dificuldade de relacionamento.

Fique atento aos sintomas:
- agitação (esfregar mãos ou pés, contorcer-se na cadeira, balançar objetos…);
- distrair-se facilmente com outros estímulos;
- dificuldade em permanecer sentado;
- realizar com frequência atividades perigosas sem pensar nas consequências;
- parece não escutar o que é dito;
- perder materiais necessários para as tarefas ou atividades;
- dificuldade em brincar tranquilo, com uma coisa apenas;
- deixar uma tarefa incompleta para realizar outra;
- problema em manter-se atento às atividades lúdicas;
- não aguenta esperar a sua vez em algum jogo ou tarefa em grupo.

      Caso você precise de uma equipe interdisciplinar, entre em contato com o Centro Psicopedagógico Apoio. Nós atuamos com excelência na prevenção das dificuldades de aprendizagem, a partir de um enfoque transdiciplinar. Realizamos atendimento psicológico, psicopedagógico, psicanalítico e fonoaudiológico.

http://www.centropsicopedagogicoapoio.com.br/como-saber-se-a-crianca-e-hiperativa/

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Problemas de Aprendizagem

Problemas de Aprendizagem 












1 - O QUE SÃO PROBLEMAS DE APRENDIZAGEM?
Os problemas de aprendizagem referem-se às situações difíceis enfrentadas pela criança normal e pela criança com um desvio do quadro normal mas com expectativa de aprendizagem a longo prazo (alunos multirrepetentes).
Segundo J.Paz, “podemos considerar o problema de aprendizagem como um sintoma, no sentido de que o não-aprender não configura um quadro permanente. mas ingressa numa constelação peculiar de comportamentos, nos quais se destaca como sinal de descompensação”.
Pela intensidade com que se apresentam os sintomas e comportamentos infantis, pela duração que eles têm na vida escolar e pela participação do lar e da escola nos processos problemáticos, fica difícil para o professor diferenciar um distúrbio de um problema de aprendizagem.
Além disso, os autores que se dedicam a esse assunto usam os termos problema e distúrbio de maneira indiscriminada.
Portanto, estabelecer claramente os limites que separam “problemas” de aprendizagem dos chamados “distúrbios” de aprendizagem é uma tarefa muito complicada, que fica a critério do especialista da área em que a deficiência se apresenta.
Ao educador cabe apenas detectar as dificuldades de aprendizagem que aparecem em sua sala de aula, queabranja os aspectos orgânicos, neurológicos, mentais, psicológicos adicionados à problemática ambiental em que a criança vive. Essa postura facilita o encaminhamento da criança a um especialista que, ao tratar da deficiência, tem condições de orientar o professor a lidar com aluno em salas normais ou, se considerar necessário, de indicar sua transferência para salas especiais. J.Paz, citado por Sara Pain, em Diagnóstico e tratamento dos problemas de aprendizagem, p.28.
1.1 - FATORES QUE DESENCADEIAM PROBLEMAS DE APRENDIZAGEM.
Existem inúmeros fatores que podem desencadear um problema ou distúrbio de aprendizagem. São considerados fundamentais:
  • Fatores orgânicos - saúde física deficiente, falta de integridade neurológica (sistema nervoso doentio), alimentação inadequada etc.
  • Fatores psicológicos - inibição, fantasia* , ansiedade, angústia, inadequação à realidade, sentimento generalizado de rejeição etc.
  • Fatores ambientais - o tipo de educação familiar, o graus de estimulação que a criança recebeu desde os primeiros dias de vida, a influência dos meios de comunicação etc.
O quadro a seguir, de Correll e Shcwarz, relaciona as formas de distúrbios que podem ocorrer no processo de aprendizagem, de acordo com vários aspectos.
1. Distúrbios de aprendizagem condicionados pela escola:
a) os condicionados pelo professor;
b) os condicionados pela relação professor-aluno;
c) os condicionados pela relação entre os alunos;
d) os condicionados pelos métodos didáticos.
2. Distúrbio de aprendizagem condicionados pela situação familiar.
3. Distúrbios de aprendizagem condicionados por característica da personalidade da criança.
4. Distúrbios de aprendizagem condicionados por dificuldades de educação.
A proposta do sistema educacional brasileiro é dar, para cada criança, a oportunidade de aprender tanto quanto sua capacidade de permitir.
No entanto, os alunos que apresentam distúrbios ou problemas de aprendizagem (considerados como um grupo significativo), não tem essa oportunidade. Eles não conseguem acompanhar o currículo estabelecido pelas escolas e, porque fracassam, são classificados como retardados mentais, emocionalmente perturbados ou simplesmente rotulados como alunos fracos emultirrepetentes. São crianças que precisam de um atendimento especializado e o sistema educacional brasileiro não tem lugar para elas.
Muitas dessas crianças poderiam ser educadas próximas à sua residência, através de um atendimento gratuito, se fossem instaladas escolas regionais, com pessoal especializado e um currículo coerente com esse sistema especial.
Quanto aos distúrbios provocados pela própria escola e pelos professores, instalar um setor de orientação educacional, psicológica e pedagógica nas escolas ou para um grupo de escolas seria de grande ajuda. Os professores seriam orientados na adequação do programa, na elaboração de métodos a serem aplicados e na forma ideal de atender as crianças que apresentam problemas de aprendizagem.
A educação especial, porém, ainda é uma utopia na realidade brasileira. Somente as classes sociais mais abastadas conseguem educar adequadamente uma criança com dificuldades de aprendizagem. Na escola pública, o professor deve contar com seus próprios conhecimentos e, ao detectar qualquer distúrbio, solicitar ajuda da família do aluno para que, juntos, possam ajudar a criança a superar suas dificuldades.
2. O DESENVOLVIMENTO DA LINGUAGEM
2.1- HISTÓRICO DO ESTUDO DA LINGUAGEM INFANTIL
O estudo da aquisição da linguagem sofreu muitas mudanças nos últimos vinte e cinco anos. Até os anos sessenta o que se explicava era exclusivamente estabelecer as idades e as etapas no processo de aprender a falar. No final do século passado, estudiosos, lingüistas e pedagogos, buscaram uma explicação desse processo, mas de fato somente no inicio dos anos sessenta que Noam Chomsky vem revolucionar o campo de lingüística e vários âmbitos ligados às Ciências Humanas tais como a psicologia da linguagem ou psicolingüística. Para Chomsky! linguagem é uma capacidade exclusivamente humana e afirma que a capacidade para falar dos seres humanos é geneticamente determinada, ou seja a aquisição da linguagem é um processo de desenvolvimento de capacidades inatas assim como aprender a voar. Nos seus estudos Chomsky relaciona os universais lingüísticos com a sintaxe. Assim, as produções lingüisticas realizadas por um falante de uma língua correspondem ao seu conhecimento sintático.
A influência de Chomsky nas investigações sobre a aquisição da linguagem, dominou este assunto até meados dos anos setenta.
Além do conhecimento sintático, Chomsky vem mostrar que na linguagem, também operam restrições semânticas, isto é, introduz o tem do significado nas investigações sobre a aquisição da linguagem que diz em uma produção lingüística existe uma relação entre sua forma e aquilo que significa. Para isso era necessário um pré-requisito cognitivo como condição para o aparecimento da linguagem.
Piaget vem contribuir com esta perspectiva, pois para ele, a possibilidade de empregar e combinar as palavras, corresponde ao aparecimento de uma capacidade prévia, a fúnção simbólica que a criança constrói ao longo do estágio sensório-motor . Piaget ao contrário de Chomsky, não acredita que a linguagem seja o principal elemento que define a espécie humana. Para ele a linguagem á expressão de uma capacidade cognitiva geral que o elemento tem. Para poder empregar a linguagem o indivíduo deve antes construir a capacidade de simbolizar.
Devido a isto foram realizados inúmeros trabalhos no sentido de tentar relacionar o
desenvolvimento cognitivo do bebê com suas aquisições pré-lingüísticas e lingüísticas.
2.2 - AS ORIGENS DA LINGUAGEM
Embora os especialistas em linguagem prossigam em seus esforços para especificar os requisitos prévios da linguagem, os seus estudos não se dedicaram exclusivamente a esse problema. Esse interesse provocou considerável controvérsia a respeito dos determinantes da linguagem. O debate travou-se entre aqueles que acreditam ser a linguagem biologicamente determinada e os que argumentam ser linguagem ambientalmente determinada. Vejamos:
Influências biológicas sobre a linguagem - existem correlatos anatômicos, estruturais e neurofisiológicos da linguagem. O ponto essencial é que existem relações claras entre os principais estágios do desenvolvimento da linguagem e a maturação do sistema nervoso. Há também a idéia de que há uma seqüência universal do desenvolvimento com comportamento vocal, quer a língua-mãe da criança seja o francês, espanhol, servo-croata, russo ou inglês, a seqüência que caracteriza o comportamento vocal é a mesma. Estes estudos de Chomsky (1965) e McNeill (1970) apontam que o recém nascido tem capacidade para dominar qualquer das línguas do mundo, entretanto, uma vez codificada uma língua, torna-se cada vez mais difícil dominar uma Segunda língua. Assim, a criança pequena aprende as construções gramaticais de sua primeira língua, com uma desenvoltura notavelmente maior do que o adulto para dominar as construções gramaticais de segunda língua, e muitas crianças que cresceram em lares bilíngües, aprendem duas línguas com maior facilidade do que o adulto que tenta aprender segunda língua.
Influências ambientais sobre a linguagem - as vocalizações do bebê podem serinfluenciadas pelo meio ambiente. Estudos feitos em laboratório por Routh(1969) e Shwartz,Rosemberg e Brackbill (1970), com voz feminina gravada em fita , carícias na barriga do bebê e um rosto sorridente que se movia com suavidade, vem nos mostrar que os três componentes dereforçamento social, foram igualmente eficazes para modificar os ritmos de vocalização em bebês de três meses. Do lado ambiental, podem ser enumerados fatores como o agente de reforçamentosocial, o contexto situacional que determina a qualidade e quantidade de reforçamento e ciosas como o clima afetivo e emocional em que o reforçamento social é retido ou fornecido. Porém, um conjunto de determinantes não pode existir sem o outro e não devemos pensar em “lados” como sendo determinantes independentes do desenvolvimento lingüístico.
2.3 - DESENVOLVIMENTO DA COMUNICAÇÃO / ORGANIZAÇÃO DA LINGUAGEM INFANTIL:
O bebê humano começa a vida como um organismo vocal não-verbal. Ele desenvolve a capacidade de entender ordens verbais, quando ele próprio é incapaz de falar. Mas desenvolverá com o tempo a linguagem falada. Para entender como se dá esse desenvolvimento antes temos que considerar dois períodos do comportamento verbal:
- O período pré-lingüístico  que abrange aproximadamente o primeiro ano de vida, desde o primeiro choro do recém nascido até às primeiras palavras proferidas com significados.
- O período lingüístico ou semiótico, abrange os anos restantes da aquisição da linguagem.
• Característica do período pré-lingüístico:
Essa fase, também chamada pré-verbal é caracterizada por uma expressão que não tem valor de comunicação. Sabemos que ao nascer a criança só reage a ruídos intensos e que não é capaz de orientação espacial em direção à fonte do ruído. Ela só voltará para fonte por volta dos 2 meses. O grito, nesta época, não tem valor relacional. Progressivamente aparecem os vagidos e os estalidos. Deverá passar algum tempo para que os vagidos e estalidos tenham valor de sinal. Por volta dos três meses a criança começa então a reagir à qualidade dos sons, de maneira que há ruídos que a fazem gritar.
A) O choro do bebê começando com o choro do nascimento e prosseguindo até o final do primeiro mês de vida as vocalizações do choro são presumivelmente indiferenciadas. Esta é a fase do choro não-diferenciado, cuja função é suscitar uma assistência geral e imediata.
B) Na fase do choro diferenciado este já tem um significado social. Por certo, o bebê não dispõe de um meio melhor do que chorar para chamar a atenção da pessoa que cuida dele. Por volta de um mês de vida, o choro diferencia-se e os choros básicos e de zanga são claramente distinguíveis. A função desse choro consiste em assinalar necessidades mais especificas, como a fome ou desconforto. Nesse período, o choro do bebê deve receber atenção imediata por parte de quem cuida deles, pois deve ter alguma razão. Contudo a resposta pronta não é suficiente. O que a pessoa faz durante a intervenção também é importante. Uma coisa é simplesmente verificar a frauda do bebê ou enfiar-lhe uma chupeta na boca, e outra é propiciar ao bebê um rico encontro social-efetivo.
C) Dalração pode começar logo no segundo mês de vida. Pensa-se geralmente que ela representa um jogo vocal ou o exercício ativo do aparelho vocal. McNeill sugere que a palraçãomarca o final das vocalizações pré-lingüísticas reflexas e o início do verdadeiro desenvolvimento fonêmico. A palração representa o período de tempo durante o qual a bebê adquire os fonemas de sua língua materna, ou seja, os sons requeridos pela língua, são refinados ou fazem a sua primeira aparição. O bebê passa a aumentar a quantidade de tempo exposto à vocalizações adultas. Os períodos de sono alongam-se e tomam-se menos freqüentes com estabilização do ritmo dia-noite. A capacidade do bebê para localizar sons mostra um acentuado progresso a partir do terceiro mês em diante, o mesmo acontecendo à sua atenção, que pode manter-se por períodos cada vez maiores. Finalmente não se pode especular que os bebês parecem “sintetizar” o rosto humano.
D) lalacão, ou a emissão em seqüência dos próprios sons do bebê, começa por volta dos seis meses de idade e dura aproximadamente até os nove meses. As seqüências de interesse para os pais são combinações consoante-vogal (CV), como ma e da. Embora as combinações CV sejam usualmente interpretadas como as primeiras palavras do bebê, elas são tipicamente desprovidas de significado. O bebê agora começa prestar atenção às vocalizações adultas agradáveis e desagradáveis. Prestar atenção a vocalizações desagradáveis (Não!) assume usualmente a forma de inibição motora e orientação visual, as quais são de breve duração e rapidamente habituadas.
E) A ecolalia última fase do período pré-linguístico começa aproximadamente aos nove meses de idade. Agora o bebê imita (ecoa) ativamente os sons da fala adulta. Alguns estudiosos das determinantes ambientais argumentam que a imitação é de importância central. Os que destacam as determinantes biológicas da estrutura lingüística, minimizam a importância da imitação.
• Características do período lingüístico:
Em fins do primeiro ano de vida, o bebê articula a sua primeira palavra significativa. Qual é justamente essa palavra e quando surge? O consenso é de que as primeiras palavras com significado são sílabas reduplicadas mas é improvável que trate de reduplicações consoante-vogal emitidas durante o estágio lingüístico. Há uma diferença entre a palavra final mamãe e o repetitivo ma-ma vocalizado durante a lalação.
A) Crescimento do vocabulário: perto do seu primeiro aniversário, o bebê emite sua primeira palavra significativa. Outras palavras são gradualmente adicionadas durante os seis a oito meses seguintes. Quando a criança se avizinha do seu segundo aniversário, a dimensão do seu vocabulário explode. A criança adquire aproximadamente 21 palavras nos oito meses seguintes ao aparecimento de sua primeira palavra, mas do 18° ao 24° mês, ela adquire aproximadamente 250 novas palavras.
B) Composição do vocabulário: embora o vocabulário inicial da criança inclua quase todas as partes da fala, pronomes, verbos e nomes correspondentes a quase metade de seu vocabulário total, estudos comprovam que os nomes mais comumente usados são os de pessoas familiares, nomes de animais, nomes de comidas e bebidas, nomes de partes do corpo, vestuário e objetos e nomes de objetos fora de casa, brinquedos e móveis domésticos. Durante os anos pré-escolares, substantivos abstratos associados a forma, cor, peso, medição, tempo e relações sociais, aumentaram gradualmente de freqüência. As crianças de dois anos usam muito poucos adjetivos, mas durante os anos pré-escolares, adjetivos de “juízos da valor”(feio, bonito, bom, mau) aumentam de freqüência, assim como os adjetivos que descrevem sensações como os associados a cor, forma, temperatura, tamanho e peso.
C) Articulação: todos sabemos que a fala das crianças pequenas é difícil de entender. As crianças pequenas simplesmente não falam claro. Com a prática, os pais desenvolvem uma compreensão do significado de diferentes sons. As dificuldades de articulação criam uma tarefa bem árdua para os pais, quando fazem repetidas tentativas para determinar o que a criança está precisamente querendo comunicar.
D) Fala holográfica: as fases de uma palavra da criança que começa ensaiando seus primeiros passos transmitem freqüentemente mais informações do que a contida na própria palavra. Por exemplo, “papai” pode em vários momentos significar: “Onde está papai?”; “É o meu papai” ou “Me ajude papai”. A palavra “leite” pode significar “Eu quero um copo de leite”. Essas frases são chamadas holofrásticas.
E) Fala telegráfica: quando as crianças pequenas são solicitadas a repetir uma sentença adulta ou quando espontaneamente emitem uma sentença, elas emitem palavras de baixa informação e incluem apenas nomes, verbos ou outras palavras. São denominadas fala telegráficas por sua óbvia semelhança com telegramas. Numerosas explicações foram propostas para explicar a fala telegráfica, incluindo a sugestão de que o vocabulário da criança pequena é limitado demais e sua memória demasiado curta para uma imitação bem sucedida das frases adulta. Por exemplo a mãe diz: “Agora devo ir ao armazém”, a criança pequena pode dizer: “Mim ir mazém”.
F) Deixasmuitas frases de crianças pré-escolares tem pequenas interrogações: “Eu sou uma boa menina, certo papai?”, “É um bonito desenho, não é tia?”. Essas perguntas sugerem que elas representam o pedido da criança de uma confirmação. A criança espera que o ouvinte confirme a preposição e os pais tendem a afirmar tais perguntas. A aplicação de deixas parece iniciar-se entre os três e cinco anos de idade.

Vejamos agora as idades normativas em que são atingidos os 25 mais importantes eventos Iingüísticos do bebê entre 0 a 24 meses:
Idade (meses)
Evento atingido
1
Choro diferenciado
1.1/2
Emite várias vocalizações
2
Presta atenção à voz que fala com ele
3
Arrulhos e palrações
4
Localiza a voz que fala com ele
5
Vocaliza impaciência e desconforto
6
“Fala” a uma pessoa
7
Vocaliza satisfação e má ou dá
8
Vocaliza reconhecimento
9
Escuta palavras familiares e vocaliza “tchau”
11
Emita sílabas
12
Duas palavras ou mais
11 a 15
Entende ordens simples
15
Primeira palavra imitativa
16 a 20
Entende proibições
17 a 22
Dá nomes a objetos
l7 a 18
Pede com palavras
18
Aponta características faciais
20
Dá nome de vários objetos
23
Primeiras frases completas

2.4 - A ÁREA DA LINGUAGEM NO CÓRTEX CEREBRAL.
Atuando como órgão controlador, o cérebro apresenta regiões distintas com as quais se relacionam os diversos sentidos:
Desde o momento em que um estimulo luminoso, sonoro, tátio ou gustativo atinge nossos órgãos dos sentidos até que reagimos com uma sensação, ocorre um complexo mecanismo fisiológico ainda pouco conhecido.
O revestimento externo do cérebro, chamado córtex, é constituído de quase 10 bilhões de neurônios que, interligados, formam uma estrutura bastante complexa.
As áreas da fala localiza-se no ponto de junção dos lobos frontal, parietal e temporal. Os centros corticais verbais relacionam-se com a palavra falada, escrita e ouvida. Há o centro da palavra falada, o centro de compreensão da palavra e o centro da palavra escrita.
Estudos sobre distúrbios da linguagem têm confirmado a existência de áreas no cérebro responsáveis pelo controle da linguagem. Respostas puramente motoras envolvidas na vocalização simples têm representação cortical bilateral, enquanto as funções mais complexas da linguagem têm seu controle predominantemente no hemisfério cerebral esquerdo.
As afasias , perturbações do processo associativo da linguagem, são distúrbios dos componentes ideacionais de um ou de todos os aspectos da mesma. Nos casos de afasia motora, o individuo não consegue falar ou escrever o que deseja, embora compreenda o que se lhe comunica. Já quando se trata de afasia sensorial, ele não compreende o que se lhe fala, embora não apresente deficiência sensorial.
O cérebro não apenas recebe mensagens, mas também as seleciona e aquelas que são consideradas pouco úteis são eliminadas. Desse modo, sons, cheiros, objetos que não nos interessam (embora estejam presentes em nosso meio) são impedidos de obstruir nossos centros de comunicação, enquanto as mensagem significativas são selecionadas e traduzidas.

3-OS DISTÚRBIOS DA LINGUAGEM COMO PROBLEMAS DE APRENDIZAGEM.
A compreensão da linguagem parece preceder a compreensão da fala, pois a criança comunica-se através de gestos, olhares e mímica antes de poder se expressar oralmente. Ela também compreende muitas palavras num estágio bem anterior àquele em que adquire capacidade para articulá-las.
3.1 - OS DISTÚRBIOS DA FALA.
Para aprender a falar, o ser humano precisa ter perfeitos órgãos sensoriais, motores e de articulação, além de um processo normal de evolução do sistema nervoso. E a partir desses elementos que ele desenvolve uma linguagem correta, clara e lógica, imprescindível à sua integração social.
Tendo em vista a importância da linguagem, fica fácil avaliar a problemática vivida por indivíduos portadores de deficiência nessa área. Quando a fala é defeituosa, por exemplo, o fato chama a atenção da pessoa que ouve, interferindo, portanto, na comunicação. Em se tratando de uma criança, o problema é maior: além de torná-la desajustada ao meio em que vive, a deficiência provocará reflexos na aprendizagem e no aproveitamento escolar.
- A fala defeituosa.
Atualmente, estão envolvidas no diagnóstico e tratamento dos distúrbios da fala muitas especialidades profissionais diferentes, como medicina geral, cirurgia plástica, otologia cirurgia oral , psiquiatria, psicologia, educação e logoterapia . Isso porque os fatores que contribuem tanto para a deterioração como para a correção da fala são anatômicos, sociológicos, psicológicos e educacionais.
São várias as causas dos distúrbios da expressão verbal:
• defeitos anatômicos ou funcionamento fisiológico anormal dos maxilares, da língua e do véu palatal;
• sentimentos, emoções ou atitudes perturbadoras;
• conceitos inadequados do eu;
• hábitos de linguagem defeituosos;
• dificuldade de adaptação ao ambiente.
Não se pode esquecer que até os 5 anos é normal falar “errado”. Somente quando a característica persiste após a idade adequada é que se torna necessário procurar um especialista.
Muitas vezes, a mãe é a primeira a perceber a dificuldade e, nesse caso, indica-se um fonoaudiólogo. Outras vezes, o distúrbio só é constatado mais tarde e a escola, então, se encarrega do encaminhamento. Se suspeitar que a dificuldade na fala tem causas orgânicas, o fonoaudiólogo encaminhará a criança ao foniatra, para que ela faça o diagnóstico e prescreva o tratamento necessário.
Na escola, qualquer distúrbio da fala atinge grande importância e deve ser detectado o mais cedo possível, porque os problemas orais geralmente são transferidos para a escrita.
- Mudez.
E a capacidade de articular palavras, geralmente decorrente de transtornos do sistema nervoso central, atingindo a formulação e coordenação das idéias e impedindo a sua transmissão em forma de comunicação verbal.
Em boa parte dos casos, a mudez (ou mutismo) decorre de problemas na audição. Quando a criança fica surda em uma idade anterior àquela em que adquire a linguagem, ela não aprende a falar, a não ser que receba tratamento especializado. Se a surdez ocorrer antes dos 5 anos, mesmo que seja parcial, provocará dificuldades na fala, porque, com o tempo a criança esquece
o que já havia adquirido. Nesse caso, é preciso proporcionar-lhe um novo agora com base nos sentidos da visão e do tato.
Mas a fala não desaparece em crianças que ficam surdas a partir dos 9 anos. No entanto, a voz se modifica: toma-se grave e alta quando há lesão no nervo auditivo, e baixa e monótona se o problema for no ouvido médio.
Certos tipos de distúrbios cerebral também podem causar a mudez porque impedem que a criança ultrapasse a fase do choro ou do balbucio.
Há ainda outros fatores físicos que prejudicam a fala de tal maneira que impossibilitam a comunicação da criança. Ao perceber que não é compreendida, ela deixa de falar, configurando um quadro de mutismo como reação psicológica. E o caso de crianças que têm distrofia muscular, lábio leporino (principalmente quando acompanhado de defeito no céu da boca), dentição mal implantada ou rinolalia .
As más-formações da boca e do nariz são facilmente corrigíveis com cirurgia. Mas depois é preciso o auxílio de um reeducador e de um psicoterapeuta para que a criança possa falar normalmente.
Os fatores emocionais e psicológicos também estão presentes em algumas formas de mudez.
Há, por exemplo, crianças que não evoluem na fala por falta de oportunidade. São aquelas que ficam muito tempo sozinhas ou mal acompanhadas, sem a estimulação e o afeto necessários. Se até os 18 meses não disserem, nem balbuciarem, precisarão de tratamento especializado.
Outra forma de mudez psicológica ou emocional é a eletiva, um quadro que caracteriza a negação da fala pela criança somente em certas situações e com determinadas pessoas selecionadas por ela.
Há também alguns casos de crianças que escolhem o silêncio total para usá-lo como arma contra seus educadores. Isso acontece quando os pais, ansiosos e perfeccionistas, pressionam o filho para que fale o quanto antes e exigem sempre o máximo de seu aprendizado. Quando a criança pronuncia alguma palavra errada, fazem com que ela repita até acertar. Para fugir de tal situação, ela emudece.
Às vezes a criança só fala consigo mesma (esquizofrenia infantil). Ela vive tão isolada do exterior que não tem o que comunicar. Fecha-se em seu próprio mundo de fantasia e conversa só com seres imaginários.
Além disso, a mudez também é encontrada em crianças que têm autismo . Estas, quando falam fazem-no consigo mesmas. Na linguagem, apresentam dificuldade em distinguir o sim do não, o você do eu e nem sempre conseguem formar sentenças, mesmo que têm vocabulário suficiente.
Contudo, há casos em que a criança não fala porque está sob tensão excessiva ou sofreu algum trauma psíquico, como um grande susto ou um ataque sexual.
Na escola, quando o professor detecta alguma forma de mudez, deve evitar situações que solicitem a expressão oral daquele aluno. A melhor atitude é levar a criança a cumprir seus deveres de uma maneira que não exija muito entrosamento nem comunicação verbal. A próxima etapa será encaminhá-la a um especialista que fará o diagnóstico e determinará o tratamento mais adequado.
-Atraso na linguagem.
Algumas pessoas acham que a criança que começa a falar depois da época considerada normal será pouco inteligente. Essa afirmação, no entanto, pode não ser verdadeira porque certas crianças têm sua fala atrasada por motivos diversos, às vezes transitórios.
Como a partir dos 14 meses a criança toma-se capaz de pronunciar palavras com significado, é esperado que ela tenha sua linguagem estruturada por volta dos 3 anos. Quando isso ocorre é que se pode definir uma forma de atraso na linguagem.
Em algumas crianças, essa forma de atraso é superada somente depois dos 4 anos. Em outras, o problema se transforma em distúrbio específico de articulação durante alguns anos e depois é resolvido - de uma maneira natural ou em função de tratamento especializado.
Problemas de audição interferem com freqüência nos casos de atraso na linguagem, mas o fator emocional é o mais encontrado. Nesse tipo de distúrbio, as causas mais comuns são os traumas, carência efetiva, super-proteção e o uso de outro idioma em casa.
Como exemplos, temos o caso de crianças mimadas cujos desejos são atendidos prontamente: elas não se expressam porque não querem ou não precisam. E há aquelas que vivem em orfanatos ou hospitais. Por não terem quem a s escute, nem estímulo para falar, ficam com atraso na linguagem.
Para que o professor possa detectar esse tipo de distúrbio em seus alunos, apresentamos as características principais da criança que tem atraso na linguagem:
  • deficiência no vocabulário;
  • deficiência na capacidade de formular idéias;
  • desenvolvimento retardado da estruturação de sentenças.

Problemas de articulação.
Durante a fase pré-escolar, a maioria das crianças ainda apresenta dificuldades em articular determinados sons. Isso é normal, pois somente por volta dos 7 ou 8 anos é que os órgãos da fala têm maturidade suficiente para produzir todos os sons lingüísticos.
As consoantes que exigem maior controle motor são as últimas a serem aprendidas, como demonstra o quadro a seguir.

IDADE
CONSOANTES QUE ARTICULA
3anos
m-n-p
4anos
b-k-g-l
5anos
ng-d
6anos
l-r-t-ch-cr-dr-bl-gl

http://www.drb-assessoria.com.br/aprendizagens.htm